sábado, 15 de novembro de 2008

Um caderno e um violão

Em 2008, o ensino da música voltou a ser obrigatório nas escolas de Educação básica e a Bossa Nova completou 50 anos. Saiba mais sobre o evento Bossa na Oca, sobre os benefícios de trabalhar o pensamento artístico com as crianças e sobre o ensino da música da perspectiva construtivista em nossa página.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A Bossa Nova comemorou 50 anos. O evento Bossa na Oca é o tema desta página no ano em que a Lei da Obrigatoriedade do ensino da música na Educação Básica foi aprovada. Confira!


Em São Paulo a Bossa na Oca comemorou o cinquentenário do genêro

Bossa na Oca comemorou os 50 anos da Bossa Nova em São Paulo. A linguagem musical e o ensino da música na escola

Um caderno e um violão

A Bossa Nova comemorou 50 anos no mesmo ano em que a música voltou a ser obrigatória na Educação Básica. Saiba mais!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Reportagem 2ª versão

(3.130)
O ENSINO DA MÚSICA NA PERSPECTIVA CONSTRUTIVISTA
O ser e o fazer da criança na música
Mariana Araújo Stefanini


Hoje em dia, em muitas escolas de educação básica, onde o ensino da música voltou a ser obrigatório, é adotada uma prática onde a exploração, a participação e a criação por parte das crianças têm papel central no processo de ensino e aprendizagem.

O ensino da música, nessa perspectiva, pode ser considerado inspirado nas idéias da Teoria Construtivista. O trabalho nesta abordagem tem como referencial a própria criança, o que ela conhece, como se relaciona e o que já entende do mundo, usa das suas hipóteses e interesses para desenvolver um trabalho com significado.

Nesse processo, a música não é entendida apenas como um sistema de leitura e escrita onde a criança deva aprender as notas, claves e compassos para então passar à prática. A música na abordagem construtivista é entendida como leitura de sons, o que implica uma integração de percepção, escuta, de reflexão e conscientização do fazer musical pela criança. Nessa perspectiva o que importa é a criança, o sujeito da experiência e não a música em si.

“A música trabalhada dentro da escola deve ser diferente daquela do cotidiano, ela deve gerar reflexão, deve dar recurso. Mostrar outros meios de expressão cultural, ‘como a gente lê a cultura através da música’. O meu trabalho busca um aprofundamento do que chamamos de música, espera-se que chegue como algo que toque o indivíduo, que promova o envolvimento pleno com a linguagem onde a música dele se manifeste de forma harmônica e promova até a elevação da auto-estima. Ou seja, é a possibilidade de trabalhar o próprio aluno, através da música ele relaciona, identifica, descobre, inventa, experimenta.” explica Julia Nogueira, professora de música no Ensino Fundamental I.

“Procuro elaborar trabalhos inusitados, com a criação dos alunos. Busco fazer uma releitura do que a criança já conhece usando o corpo como instrumento poderoso, ele é o centro do universo cultural. A música deve ser um trabalho de estímulo, levar um pedaço cultural de cada indivíduo, suas escolhas e a convivência harmônica devem fazer parte do produto final.” relata a professora.

Quanto ao processo de ensino na escola, nas séries iniciais do Ensino Fundamental, Júlia trabalha os seguintes aspectos: no 2° ano, trabalha a música como se os sons fossem uma continuação do corpo; no 3° ano, trabalha percussão e ritmo; no 4° ano, ensina flauta, melodia e partitura e no 5° ano, trabalha a união de todos estes elementos já desenvolvidos e mais um programa de computador onde os alunos criam melodias e escrevem suas partituras (chamado encore).

A professora destaca que a prática de conjunto é o principal recurso de aprendizado da linguagem musical. As criações em grupo podem contribuir para a valorização da coletividade. “Além do benefício mais óbvio que é o ato de produzir música com os amigos, a música faz com que cada um se reconheça na escolha de sons e ritmos, promove coordenação motora e permite que um grupo possa amadurecer de um modo geral saindo da postura mais egoísta, do individual.” relata Julia Nogueira.

sábado, 1 de novembro de 2008

Reportagem

(3.233)
O SER E O FAZER DA CRIANÇA NA MÚSICA


Música como expressão da subjetividade, da exploração e criação da criança, desenvolvendo o sentimento de coletividade e respeito à diversidade.
Mariana Araújo Stefanini

Hoje em dia, em muitas escolas de educação básica, onde o ensino da música é obrigatório, é adotada uma prática onde a exploração, a participação e a criação por parte das crianças têm papel central no processo de ensino e aprendizagem.

O ensino da música, nessa perspectiva, pode ser considerado inspirado nas idéias da Teoria Construtivista. O trabalho nesta abordagem tem como referencial a própria criança, o que ela conhece, como se relaciona e o que já entende do mundo, usa das suas hipóteses e interesses para desenvolver um trabalho com significado.

Nesse processo, a música não é entendida apenas como um sistema de leitura e escrita onde a criança deva aprender as notas, claves e compassos para então passar à prática. A música na abordagem construtivista é entendida como leitura de sons, o que implica uma integração de percepção, escuta, de reflexão e conscientização do fazer musical pela criança.

“A música trabalhada dentro da escola deve ser diferente daquela do cotidiano, ela deve gerar reflexão, deve dar recurso. Mostrar outros meios de expressão cultural, ‘como a gente lê a cultura através da música’. O meu trabalho busca um aprofundamento do que chamamos de música, espera-se que chegue como algo que toque o indivíduo, que promova o envolvimento pleno com a linguagem onde a música dele se manifeste de forma harmônica e promova até a elevação da auto-estima. Ou seja, é a possibilidade de trabalhar o próprio aluno, através da música ele relaciona, identifica, descobre, inventa, experimenta.” explica Julia Nogueira, professora de música no Ensino Fundamental I.

“Procuro elaborar trabalhos inusitados, com a criação dos alunos. Busco fazer uma releitura do que a criança já conhece usando o corpo como instrumento poderoso, ele é o centro do universo cultural. A música deve ser um trabalho de estímulo, levar um pedaço cultural de cada indivíduo, suas escolhas e a convivência harmônica devem fazer parte do produto final.” relata a professora.
O trabalho com a música possibilita a tradução simbólica da subjetividade e das emoções, comunicando e expressando a individualidade pelos sons. Já as criações em grupo podem contribuir para a valorização da coletividade. “Além do benefício mais óbvio que é o ato de produzir música com os amigos, a música faz com que cada um se reconheça na escolha de sons e ritmos, promove coordenação motora e permite que um grupo possa amadurecer de um modo geral saindo da postura mais egoísta, do individual.” relata Julia Nogueira.

A professora completa, “A linguagem musical deve ser encarada não como lazer, mas como recurso poderoso de percepção do mundo externo e como um meio de comunicação e expressão do educando”.

Desta forma, a música envolve várias aprendizagens que atuam sobre o corpo e o pensamento. Contribui para a construção da subjetividade, do sentimento de coletividade e respeito à diversidade. Ela ajuda o aluno a conhecer-se e a inserir-se no mundo. Nessa perspectiva o que importa é a criança, o sujeito da experiência e não a música em si.